terça-feira, 19 de novembro de 2013

Jeff Koons - Referência artística contemporânea

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Lady Gaga abraça a arte

JON PARELES - RESENHA

Em "Artpop", seu terceiro álbum gravado em estúdio, Lady Gaga descreve uma virada e se alinha com o mundo da arte, cantando: "A cultura pop estava na arte, agora a arte está na cultura pop, em mim".
Fiquei apreensivo na hora. Ela já não era uma artista?
Uma coisa é certa: Lady Gaga, nome de batismo Stefani Germanotta, vem trabalhando como artista, misturando o generalizado e o pessoal, o acessível e o inexplicável, coisas que chamam a atenção e outras que provocam perplexidade, algumas que mostram tino comercial e outras simplesmente estranhas.
Lady Gaga não diferenciava cultura pop e arte quando emergiu. Como os melhores astros pop, ela fez da mídia seu espaço. Por cima de sua música, em videoclipes e aparições públicas, ela empilhou um desfile de moda que nunca parava e uma imagem pública que se ampliava para abraçar os desajustados, rejeitados, não apreciados e sexualmente anticonformistas "monstrinhos", como apelidou seus fãs.
Mas "Artpop", lançado em 11 de novembro, a posiciona numa zona mais rarefeita: com os artistas performáticos e de galeria.
A capa do álbum é a escultura de uma Lady Gaga loira, com as mãos sobre os seios, que segura entre as pernas uma grande esfera azul e brilhante. A escultura é do artista pop Jeff Koons. É o retrato de uma pop star feito por um astro da arte -mas é rígido e pouco envolvente.
Lady Gaga também anunciou colaborações com nomes vanguardistas respeitados, como o artista de teatro Robert Wilon e a performer Marina Abramovic. Em sua página no Facebook, Lady Gaga escreveu que "Artpop" seria lançado com um app que, segundo ela, era "um sistema de engenharia musical e visual que combina música, arte, moda e tecnologia com uma nova comunidade interativa mundial -'as auras'".
A música de "Artpop" não é complexa. "Meu artpop pode significar qualquer coisa", canta Gaga na canção-título.
Lady Gaga conquistou o mundo com "The Fame", seu álbum de 2008 de canções dance com viés rock, e o EP que se seguiu a ele, "The Fame Monster", em 2009. Depois, "Born This Way", de 2011, fez os álbuns anteriores soarem moderados.
Agora, com "Artpop", Lady Gaga adota posição estranhamente defensiva. Na canção-título, ela rejeita a noção de uma desaceleração comercial, cantando "tentei me vender, mas na realidade estou rindo / porque simplesmente amo a música, não o brilho".
Durante boa parte do álbum, a impressão que se tem é que "Artpop" está ticando itens de uma lista que Lady Gaga recita em "Aura": "tec dança sexo arte pop". Não constam da lista, mas estão sem dúvida na pauta do reforço de sua marca registrada, canções sobre roupas.
O que falta no álbum é a antiga convicção de Lady Gaga de que o pop, em sua configuração do século 21 de música mais vídeo mais mídia social mais celebridade, é capaz de contar todas as histórias que ela queira. As apresentações espetaculares de Gaga no palco já construíram uma superestrutura artística em cima de suas canções.
O reconhecimento do mundo das belas-artes não deveria ter importância comparável à de mexer com as paixões dos monstrinhos.

Fonte: NYT, 19.11.13.

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Conduta ética e autonomia estética

A vida estética não está acima da lei

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Bienal de Arte de Veneza - Massimiliano Gioni

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Arte Conceitual

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A Arte Conceptual foi iniciada nos anos 60 do seculo XX (1965); prevaleceu pela década de 70 o que implicou uma remodelação dos processos criativos e expressivos.
Nesta arte valoriza-se mais a ideia da obra do que o produto acabado, sendo que às vezes este (produto) nem mesmo precisa de existir. É bastante expressada através de fotografias, vídeos, mapas, textos escritos e performances. Não existem limites muito bem definidos para que uma obra seja considerada Arte Conceptual já que esta abrange vários aspectos tendo como intenção desafiar as pessoas a interpretar uma ideia, um conceito, uma crítica ou uma denúncia. O objetivo é que o observador reflita sobre o ambiente, a violência, o consumo e a sociedade. Esta arte é vivenciada por todos os observadores do mesmo modo ou seja, ela não possui nenhuma singularidade aos olhos de quem a vê.

Esta perspectiva artística teve os seus inícios em meados da década de 1960, parcialmente em reação ao formalismo, sendo depois sistematizada pelo crítico nova-iorquino Clement Greenberg. Contudo, já a obra do artista francês Marcel Duchamp, nas décadas de 1950 tinha prenunciado o movimento conceitualista, ao propor vários exemplos de trabalhos que se tornariam o protótipo das obras conceptuais, como os readymades, ao desafiar qualquer tipo de categorização, colocando-se mesmo a questão de não serem objetos artísticos.

A arte conceitual recorre frequentemente ao uso de fotografiasmapas e textos escritos (como definições de dicionário). Em alguns casos, como no de Sol Lewitt,Yoko Ono e Lawrence Weiner, reduz-se a um conjunto de instruções escritas que descrevem a obra, sem que esta se realize de fato, dando ênfase à ideia no lugar do artefato. Alguns artistas tentam, também, desta forma, mostrar a sua recusa em produzir objectos de luxo - função geralmente ligada à ideia tradicional de arte - como os que podemos ver em museus.
O movimento estendeu-se, aproximadamente, de 1967 a 1978. Foi muito influente, contudo, na obra de artistas subsequentes, como no caso de Mike Kelley ou Tracy Emin que são por vezes referidos como conceptualistas da segunda ou terceira geração, ou pós-conceptualistas.

Espacialismo: Tempo, espaço e movimento

Espacialismo

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Espacialismo ou Spazialismo, é uma representação do movimento da vanguarda artística italiana, fundado em 1946 pelo pintor Lucio Fontana e por outros artistas italianos. Esta corrente estética procurava incluir na concepção da obra de arte, paralelamente aos materiais plásticos tradicionais como a forma, a cor e a matéria, elementos como o espaço, o tempo e o movimento.
A sua principal contribuição foi o alargamento do entendimento da tela e da sua superfície enquanto campo de representação que podia superar a bidimensionalidade e integrar parte do espaço real envolvente. O artista mais marcante deste movimento foi Lucio Fontana, nascido na Argentina, mas radicado em Itália. Desde 1949, Fontana produz uma série de telas que eram perfuradas ou cortadas, assumindo estes cortes o valor de signos que permitem relacionar directamente o espaço real com o espaço pictórico. Os cortes ou perfurações, executados em quadros normalmente monocromos, representam vazios ou a ausência da imagem, criando um novo sentido na tela que contraria a tradicional concepção de superfície pictórica. Desta forma, o quadro ultrapassa as duas dimensões, absorvendo um espaço maior que se abre atrás dele.
Marcadamente cerebral e pouco sensitiva, a estética desenvolvida pelos pintores do Espacialismo abre caminho ao desenvolvimento da Arte Conceptual e da Arte Minimalista. O espacialismo combina ideias do movimento Dadá e da arte concreta. Fontana desejava criar arte «para a nova era» que mostraria o «autêntico espaço do mundo». O que diferenciava este movimento do expressionismo abstracto era o conceito de erradicar a pintura, e tentar captar o movimento e o tempo como os principais princípios da obra. Os pintores espacialistas não coloriam a teia, não a pintavam, senão que criavam sobre ela construções que demonstravam aos olhos do espectador como, também no campo puramente pictórico, existia a tridimensionalidade.
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Arte Povera

Arte povera

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Arte Povera ("Arte Pobre" em português) é um movimento artístico que se desenvolveu originalmente na segunda metade da década de 1960 na Itália. Os seus adeptos utilizam materiais de pintura (ou outras expressões plásticas não convencionais, como por exemplo areia, madeira, sacos, jornais, cordas, terra e trapos) com o intuito de "empobrecer" a obra de arte, reduzindo os seus artifícios e eliminar as barreiras entre a Arte e o quotidiano das sociedades.
Esta corrente artística surgiu e desenvolveu-se ao longo da década de 1970, período em que os artistas voltaram a sua atenção para as temáticas da natureza e seus derivados, rompendo com os processos industriais e revelando a sua critica ao empobrecimento de uma sociedade guiada pelo acumular de riquezas materiais.